Pesquisador associado do ICoNIoT participa da Quantum World Tour: Brazil — AI for Good Initiatives nesta sexta dia 7

Antonio Abelem terá papel fundamental ao contribuir para um debate estratégico

Na sexta-feira dia 7 de novembro acontece online o evento Quantum World Tour: Brasil – Moldando a Próxima Era Quântica, com a participação de Antonio Abelem, da Universidade Federal do Pará (UFPA). Ele é pesquisador associado do INCT ICoNIoT e desempenhará um papel fundamental ao contribuir para um debate estratégico.

O evento acontece das 10h às 11h30 no horário de Brasília (que, no horário original de Genebra, na Suíça, será das 14:00 às 15:30).

As inscrições podem ser feitas pelo link https://neuralnetwork.aiforgood.itu.int/event/ai-for-good/register?registerAsParticipant=true&externalId=45538

Tema do painel

Abelém será painelista no segmento “Panel discussion – Brazil’s quantum leap: Strategy, science and scale”. 

O painel, que acontece entre 10h15 e 10h45 (horário de Brasília), tem como objetivo explorar as estratégias, a ciência e a escala necessárias para o desenvolvimento quântico do país.

Antonio Abelém dividirá o painel com Renato Portugal, Pesquisador Titular do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), reforçando o engajamento das lideranças acadêmicas e de pesquisa do Brasil na definição dos caminhos para a era quântica.

Sobre o evento

A Quantum World Tour: Brazil coloca o foco principal na ascensão do Brasil no cenário global da tecnologia quântica, reconhecendo o país como uma nação de excelência científica e ideias audaciosas, dedicada a construir as fundações de um futuro quântico vibrante. O tema central da discussão é descobrir como a visão e a engenhosidade do Brasil estão ativamente moldando o próximo capítulo da era quântica, contando com o apoio de fortes instituições acadêmicas, pesquisadores de classe mundial e crescentes colaborações internacionais.

A agenda de 90 minutos do dia 7 de novembro está estruturada para abordar diversas facetas desse avanço. Inicialmente, serão discutidos os esforços quânticos nacionais do Brasil (10:00–10:15), com a participação de Hamilton José Mendes da Silva, Diretor do Departamento de Incentivos a Tecnologias Digitais do MCTI.

Segue-se a discussão do painel. A programação inclui, ainda, um “Startup showcase” (10:45–11:15) e outro painel sobre “Building Brazil’s quantum workforce” (Construindo a força de trabalho quântica do Brasil), finalizando o evento às 11:30h no horário de Brasília.

Tecnologias imersivas e multissensoriais: novas possibilidades de terapias e projetos educacionais

O trabalho com efeitos sensoriais e experiências multimídia para telas 2D ou ambientes imersivos – daqueles que demandam óculos de realidade virtual – faz parte da rotina da pesquisadora Débora Muchaluat Saade, da UFF. Ela é a coordenadora da linha de pesquisa em Saúde Digital do INCT ICoNIoT.

O mundo digital encontra o físico

Muchaluat Saade trabalha criando ambientes de relaxamento a partir dos ambientes virtuais imersivos. Esses recursos são pensados para pessoas com neurodivergências, por exemplo pessoas com TEA (Transtorno do Espectro do Autismo). Eles podem ser integrados ao mundo físico com dispositivos IoT que fazem essa conexão. Associada a essa noção de experiências multissensoriais, foi desenvolvida, por exemplo, uma bateria que integra a dimensão virtual com a física, unindo baquetas instrumentadas (físicas) e óculos para a imersão 3D. Os movimentos de quem toca a bateria, que é virtual, geram um efeito háptico – isto é, no tato – de modo que a pessoa que toca sente nos dedos as vibrações de sua baqueta “batendo” no instrumento. Há outro projeto, em andamento – em parceria com o professor Marcelo Fernandes, da UFRN, e outras universidades que integram o ICoNIoT – para a produção de um piano que funciona de modo semelhante.

A robótica socialmente assistiva é um campo também muito promissor para as terapias de regulação emocional, por exemplo. São as terapias aplicadas aos pacientes que têm dificuldade de entender a emoção do outro e expressar as suas próprias emoções. Os robôs possibilitam os diálogos com crianças nessas condições, estimulando-as a se comunicar e a identificar emoções, reconhecendo também aquilo que elas próprias sentem.

Já com idosos, os robôs socialmente assistivos podem ser aplicados para estimular a cognição. A memória, por exemplo, pode ser melhorada com jogos semelhantes ao “Genius”. Controlando lâmpadas inteligentes, o robô mostra uma sequência de luzes com cores, enquanto o usuário precisa ficar atento e dizer qual foi a sequência observada.

A pesquisadora Débora Muchaluat Saade e sua equipe se preocupam em desenvolver aplicações que sejam eficientes quanto às tecnologias envolvidas, mas que também sejam acessíveis e de baixo custo. É importante, ainda, que essas tecnologias se mostrem capazes de contribuir para criar espaços abertos para a experimentação do público.

Robótica assistiva e inclusão

Uma outra aplicação de recursos assistivos relatada por Muchaluat Saade foi o uso do robô socialmente assistivo para a inclusão de meninas e mulheres nas ciências exatas. Esse recurso foi usado no projeto Include <meninas.uff>, que é parceiro do Programa Meninas Digitais da SBC (Sociedade Brasileira de Computação). É um projeto de extensão da UFF que conta atualmente com 15 voluntárias e já teve mais de 50 colaboradoras durante toda a sua história.

Uma das vertentes do projeto visa ensinar conceitos de computação para meninas dos colégios públicos de Niterói. Sendo assim, foi realizado um hackathon no qual a metodologia de design thinking foi aplicada para estimular as participantes a pensarem num problema e propor uma solução.

O problema proposto foi que as equipes de estudantes imaginassem o robô assistivo na escola, e pensassem em maneiras como ele poderia ser útil no espaço escolar. As estudantes aprenderam a programar na linguagem do robô – sendo, para isso, utilizado um simulador, ambos desenvolvidos pela equipe da UFF, numa atividade que durou seis semanas. Semanalmente, as alunas compareciam à universidade, onde iam cumprindo cada etapa da metodologia do design thinking. No processo, elas desenvolveram soluções programando para o robô e, no final, rodaram os programas de cada equipe no robô.

Uma das ideias que emergiram dessa atividade foi a de seguir utilizar o robô para ensinar pensamento computacional nas escolas. Essa é uma das habilidades agora presentes na BNCC, que preconiza a importância das capacidades de “compreender, analisar, definir, modelar, resolver, comparar e automatizar problemas e suas soluções, de forma metódica e sistemática, por meio do desenvolvimento de algoritmos”.

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