Projeto Bike SP está em seu segundo piloto e recebe inscrições até 24 de agosto

O Projeto Bike SP, que tem como um dos coordenadores o pesquisador Fabio Kon (IME-USP e ICoNIoT), rodará em setembro/outubro de 2026 o seu segundo piloto. O projeto oferece créditos no Bilhete Único para cidadãos que usarem a bicicleta em seus deslocamentos diários.
Pesquisadores do IME-USP e do FGV Cidades lideram uma iniciativa para avaliar o impacto do programa Bike SP no comportamento da mobilidade urbana. O estudo, apoiado por FAPESP, CNPq e Tembici, visa subsidiar políticas públicas baseadas em evidências, em um momento em que a prefeitura estuda a regulamentação do programa.
Até 24 de agosto, qualquer pessoa maior de idade, moradora da cidade de São Paulo, que possua celular Android, um Bilhete Único ativo e consiga pedalar, pode se inscrever no piloto. A inscrição é feita pelo link ime.usp.br/bikesp, após a conclusão de um minicurso gratuito e obrigatório sobre segurança no trânsito.
Os aprovados para participar do piloto serão informados por email. Atualmente, o projeto está particularmente interessado em atrair pessoas que não usam a bicicleta diariamente para seus deslocamentos. Moradores da Zona Leste, Sul e Norte também são prioritários.

A partir de julho, os participantes selecionados deverão baixar o aplicativo Bike SP (disponível apenas para celulares Android) e cadastrar endereços que usam mais frequentemente como origem ou destino de suas viagens. Em setembro, o experimento começa para valer: até duas viagens de bicicleta por dia poderão gerar créditos no Bilhete Único, diretamente no seu cartão e validados nas máquinas de recarga física já disponíveis em terminais e estações de transporte público.

“A Secretaria Municipal de Transportes nos procurou para embasar cientificamente a regulamentação do Bike SP. Nossa intenção ao transformá-lo em um projeto-piloto nas ruas foi utilizar o método científico para compreender como o programa e o software associado funcionariam em um ambiente real. Iremos extrair as respostas necessárias a partir da análise do comportamento dos ciclistas”, explica Fabio Kon. Ele coordena a pesquisa ao lado do Ciro Biderman, diretor e pesquisador do FGV Cidades.

Inovação

O programa Bike SP foi criado pela Lei Municipal 16.547/2016, que estabeleceu a possibilidade de remunerar ciclistas como forma de estimular a mobilidade ativa e reduzir o uso de transporte motorizado. A política, no entanto, nunca foi regulamentada nem implementada de fato e, até agora, não havia sido testada em larga escala.

A cidade de São Paulo vem ampliando sua malha cicloviária e já conta com a maior rede dedicada aos ciclistas do Brasil, com mais de 770 km. A meta da Capital é quintuplicar o número de ciclistas nas ruas até 2030, conforme previsto no Plano de Ação Climática do Município de São Paulo 2020-2050. A ideia do piloto é ajudar a cidade a chegar lá. A pesquisa é financiada pela FAPESP, CNPq e Tembici, e está associada ao EcoSustain, ao INCT ICoNIoT e ao FGV Cidades, Centro de Inovação em Políticas Públicas Urbanas. 

O site do projeto traz diversas informações adicionais; acesse e divulgue