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SBRC 2026 com muitos motivos de comemoração para o ICoNIoT

O 44º Simpósio Brasileiro de Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos (SBRC 2026) foi realizado em Praia do Forte, na Bahia, entre os
dias 25 e 29 de maio de 2026. Além de termos obtido grande sucesso com a realização do nosso workshop, estamos celebrado também várias conquistas de nossa equipe:

. O artigo *Agente VAMOS! Planejamento de Rotas Veiculares Cientes de
Contexto Semântico com Agentes de LLM* de autoria de Carnot Braun,
Daniel Ludovico Guidoni, Eduardo Coelho Cerqueira, Joahannes Bruno Dias
da Costa, Leandro Villas, Allan Mariano de Souza, recebeu Menção Honrosa
na Trilha Principal do SBRC 2026
.

. A tese de doutorado intitulada *”Técnicas de Gerenciamento de Sobrecarga
e Alocação de Recursos para Comunicação Massiva do Tipo Máquina em Redes de Acesso 3GPP”* de autoria de Tiago Pedroso (UNICAMP), e orientada pelo Prof. Nelson Fonseca (UNICAMP, e coordenador geral do ICoNIoT) recebeu menção honrosa no Concurso de Teses e Dissertações (CTD) do SBRC 2026.

. A dissertação de mestrado intitulada *”Detecção de Colisões e
Priorização no Acesso Aleatório mMTC Inteligentes em Redes Celulares
IoT”*, de autoria de Giancarlo Maldonado Cardenas, e orientada pelos
professores Nelson L.S. da Fonseca e Carlos A. Astudillo, foi agraciada
com menção honrosa no Concurso de Teses e Dissertações (CTD) do SBRC 2026.

. O artigo “Controle Seguro e Evasão de Colisões em Tráfego Denso de
Drones via Aprendizado por Reforço”, de Henrique J. Felisardo dos
Santos, Israel da Silva Barros, Luiz Fernando Bittencourt, Carlos
Kamienski e Fabíola M. C. de Oliveira, recebeu menção honrosa no Workshop de Computação Urbana (CoUrb).

. O artigo *”Self-Supervised Learning for Early Preamble Collision
Detection in Cellular IoT Networks”*, de autoria de Daniela M.
Casas-Velasco, Diogo Maciel Cunha, Marco Aurelio Guerra Pedroso,
Giancarlo Maldonado Cardenas, Carlos Alberto Astudillo Trujillo e Nelson
Fonseca, recebeu menção honrosa no I Workshop de Inteligência
Artificial para Redes de Computadores (WIARC) do SBRC 2026.

. O artigo “A Performance Comparison of Authentication and Authorization Patterns for Microservices Applications”, de Rafael Freitas Cardoso (UFRGS) e Jeferson Campos Nobre (UFRGS), recebeu menção honrosa no WGRS – XXXI Workshop de Gerência e Operação de Redes e Serviços do SBRC 2026.

Prof. Edmundo Madeira recebe o Prêmio Destaque SBRC

Confira como foi o momento da entrega!
O Prof. Edmundo Madeira recebeu o Prêmio Destaque SBRC – Simpósio Brasileiro de Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos, intitulado Prof. Otto Carlos Muniz Bandeira Duarte, durante a Cerimônia de Abertura do @simposio.sbrc SBRC 2026, realizada na última terça 26 de maio na Praia do Forte, na Bahia. Saiba mais sobre a indicação do professor ao prêmio.
Confira o vídeo:

Conheça o projeto ‘Agente K-alibra: Estratégia para Seleção de K-Clientes em Aprendizado Federado autônoma’

O Agente K-alibra é um orquestrador baseado em Modelos de Linguagem (LM) projetado para ajustar dinamicamente o número de clientes () participantes em cada rodada de Aprendizado Federado (FL).Ele foi criado para superar a rigidez de algoritmos estáticos tradicionais, que geralmente utilizam um número fixo de clientes, o que pode resultar em ineficiência ou sobrecarga de rede.

O projeto foi desenvolvido a partir de uma parceria de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) que fazem parte do ICoNIoT. São eles: Rafael O. Jarczewski (UNICAMP), Eduardo Cerqueira (UFPA), Antonio Loureiro (UFMG) , Leandro A. Villas (UNICAMP) e Allan de Souza (UNICAMP). Ele está publicado nos anais do SBRC 2026, e pode ser lido na íntegra aqui.

O Aprendizado Federado (FL) é uma maneira de treinar inteligência artificial de forma segura, já que os dados de cada pessoa ficam protegidos em seus próprios aparelhos, sem precisar serem enviados para uma central. O problema é que esse processo costuma gastar muita internet e fica difícil de gerenciar quando há muitos usuários.

Atualmente, para tentar resolver isso, os sistemas escolhem quais aparelhos vão participar do treino. Porém, esses sistemas são “teimosos”: eles costumam usar sempre a mesma quantidade de aparelhos, sem mudar esse número conforme a necessidade do momento. Isso faz com que o processo gaste recursos desnecessários ou demore para aprender.

Para acabar com essa rigidez, foi criado o K-Agent. Ele funciona como um “chefe” inteligente (usando modelos de linguagem, parecidos com o que há por trás de chats de IA) que decide dinamicamente quantos aparelhos devem participar em cada etapa.Ele trabalha em três passos:

  1. Percebe como está a situação atual do treino.
  2. Raciocina para encontrar a melhor estratégia.
  3. Age, definindo o número ideal de participantes.

Os testes mostraram que o K-Agent é muito eficiente: ele consegue economizar entre 44,4% e 59% do uso da internet em comparação com os métodos tradicionais, mantendo o aprendizado estável e de alta qualidade.

Além disso, ele consegue explicar o porquê de suas decisões, tornando o sistema mais transparente para os desenvolvedores.

Conheça o Agente VAMOS – Vehicular Agent for Multi-objective Optimization and Semantics

Fruto da colaboração de pesquisadores do ICoNIoT de quatro universidades brasileiras, o projeto é um dos indicados para o prêmio de Best Paper no SBRC 2026

O projeto Agente VAMOS! Planejamento de Rotas Veiculares Cientes de Contexto Semântico com Agentes de LLM é resultado da colaboração dos pesquisadores Carnot Braun (Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP), Daniel L. Guidoni (Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP), Eduardo Cerqueira (Universidade Federal do Pará – UFPA), Joahannes B. D. da Costa (Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP), Leandro Villas (UNICAMP) e Allan M. Souza (UNICAMP).

O agente desenvolvido pela equipe, intitulado VAMOS (Vehicular Agent for Multi-objective Optimization and Semantics), funciona como um sistema inteligente capaz de formular trajetos personalizados ao interpretar o contexto ambiental e as prioridades individuais de cada usuário. Ele vem superar sistemas de navegação tradicionais, que priorizam a eficiência métrica, como tempo e distância, mas falham na interpretação de intenções humanas mais complexas e dependentes de contexto. 

Diferente dos navegadores convencionais, esse agente utiliza um LLM – Large Language Model – para sugerir paradas estratégicas, como postos de gasolina ou mercados, baseando-se no aprendizado contínuo sobre o perfil do viajante. O diferencial da tecnologia reside na sua capacidade de processar informações complexas para otimizar rotas sem a necessidade de comandos geográficos excessivamente específicos. 

O projeto enfrenta o desafio técnico de equilibrar o processamento robusto em servidores externos com a viabilidade de rodar modelos menores diretamente em dispositivos móveis. 

Leia o trabalho dos pesquisadores publicado nos anais do SBRC 2026

 

Prof. Edmundo Roberto Mauro Madeira (UNICAMP) escolhido para receber o Prêmio Destaque SBRC em 2026

A entrega do Prêmio Destaque SBRC – Prof. Otto Carlos Muniz Bandeira Duarte ocorrerá durante a Cerimônia de Abertura do SBRC 2026, a ser realizada no dia 26/05/2026 na Praia do Forte, na Bahia.

Reconhecimento

O nome do Prof. Edmundo foi escolhido por uma Comissão de Seleção composta pelas pessoas agraciadas com o mesmo prêmio nos últimos cinco anos, em reconhecimento a toda a sua trajetória e às contribuições à comunidade científica brasileira nas áreas de Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos.

Sobre o prêmio

O prêmio Destaque SBRC foi criado em 2012, como parte das comemorações dos trinta anos do SBRC, e tem como objetivo homenagear pessoas da comunidade do SBRC que se distinguiram ao longo de suas vidas por suas contribuições científicas nas áreas de redes de computadores e sistemas distribuídos, por seus engajamentos em atividades do SBRC e/ou por serviços prestados em benefício da comunidade brasileira de redes e sistemas distribuídos.

Em 2022, o prêmio destaque passou a se chamar Prêmio Destaque SBRC Prof. Otto Carlos Muniz Bandeira Duarte. Otto era graduado em Engenharia Eletrônica pela UFRJ e tinha mestrado em Engenharia Elétrica pela Coppe/UFRJ e doutorado em Teleinformática na Ecole Nationale Supérieure des Télécommunications (ENST), em Paris, França. Tornou-se Professor Titular da UFRJ em 2003. Ele era reconhecido como bolsista de produtividade nível 1A do CNPq e como Cientista do Nosso Estado do Rio de Janeiro. Orientou 17 teses de doutorado, 55 dissertações de mestrado e mais de 180 trabalhos de iniciação científica. Ele teve mais de 350 artigos publicados em revistas e congressos com revisão.

Trajetória do homenageado deste ano

O Prof. Edmundo é atualmente Professor Titular do Instituto de Computação da UNICAMP, universidade na qual concluiu seu Doutorado em Engenharia Elétrica em 1991. No INCT ICoNIoT, é coordenador da linha temática Redes Veiculares. Possui uma vasta produção científica nas áreas de Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos, com mais de 6.000 citações, abrangendo temas críticos como gerência de redes, computação em nuvem e virtualização de redes. Sua reputação acadêmica foi reconhecida pelo Prêmio Zeferino Vaz de Reconhecimento Acadêmico da UNICAMP em 2004, e sua atuação inclui ainda a coordenação de projetos de pesquisa de relevância nacional e a articulação em diversas redes de pesquisa no País, a exemplo dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs).

O Prof. Edmundo possui atuação destacada na organização e estruturação do SBRC, o principal evento da área no Brasil, tendo contribuído diretamente para a qualidade técnica e científica do Simpósio ao longo de diversas edições. Na docência, contribui fortemente para a formação de recursos humanos de alto nível e na mentoria de jovens pesquisadores. Além da docência, atua ativamente na comunidade científica, sendo membro do Corpo Editorial do Journal of Network and Systems Management (JNSM), da Springer.

Confira a programação do nosso workshop no SBRC 2026

O workshop do ICoNIoT no SBRC será realizado no dia 27 de maio e contará com palestra especial do keynote Torsten Braun iniciando às 10h30. Confira na tabela abaixo os horários definidos para cada linha temática de pesquisa e os pesquisadores que irão apresentar:

Hora Tema
10:15 – 10:30 Abertura
10:30 – 11:00 Keynote Dr. Tortsten Braun – “Energy-efficient Federated Transfer Learning for Privacy-Preserving Energy-Usage Forecasting”
11:00 – 11:15 IoT – Dr. Flavia Delicato
11:15 – 11:30 Saúde Digital – Dr. Debora Christina Muchaluat Saade
11:30 – 11:45 Inteligência Artificial – Dr. Allan Mariano
12:00 – 14:00 Almoço livre
14:00 – 14:15 Cidades Inteligentes – Dr. Nélio Cacho
14:15 – 14:30 Computação na Borda – Dr. Luiz Bittencourt
14:30 – 14:45 Segurança – Dr. Michele Nogueira Lima
14:45 – 15:00 Redes Veiculares – Dr. Edmundo Madeira
15:00 – 15:25 Redes Ópticas – Dr. Hélder May Oliveira
15:25 – 15:30 Escola São Paulo de Ciência Avançada e Encerramento

Pesquisa de Jéferson Nobre, da UFRGS e membro do ICoNIoT, une computação confidencial e comunicação anônima

O objetivo é a busca de soluções para a cibersegurança da computação na nuvem

O pesquisador Jéferson Nobre (UFRGS) tem trabalhado numa abordagem de pesquisa bastante recente que se relaciona com a cibersegurança aplicada à computação em nuvem: a computação confidencial. Conforme o pesquisador explica, mesmo que se saiba muito acerca da área de cibersegurança, há diversos desafios que são pertinentes especificamente à computação na nuvem. Esses desafios exigem um olhar para além daquilo que normalmente se considera.

O que há de novo?

A computação em nuvem se tornou a infraestrutura invisível do nosso cotidiano digital. Mensagens no celular, sistemas de inteligência artificial, aplicativos, praticamente tudo depende dessa infraestrutura. Nesse cenário, quais são as principais lacunas de cibersegurança e onde há mais vulnerabilidade?

Hoje, nossos dispositivos — especialmente smartphones — não têm capacidade para processar tudo localmente. Por isso, enviamos dados constantemente para a nuvem, onde eles são processados e devolvidos. E isso gera vulnerabilidade, pois não é raro que provedores de nuvem vazem informações mesmo sem intenção. Esse é um ataque à confidencialidade e à privacidade, que tem sido observado em muitos acontecimentos nos últimos anos, responsáveis por aumentar a preocupação com essa brecha.

Em cibersegurança, dois conceitos fundamentais são justamente a confidencialidade e a privacidade. A confidencialidade é uma responsabilidade das organizações ou empresas, que devem resguardar a privacidade dos usuários. Isto é, as organizações provedoras de serviços precisam garantir que somente elas e as pessoas a quem elas derem esse direito acessarão as informações dos usuários. Já os usuários têm o direito de manter privadas as suas informações.

A contribuição da computação confidencial

A vulnerabilidade maior se encontra no processamento. Embora existam soluções maduras para dados em repouso e em trânsito, a fase de processamento ainda é uma lacuna que a computação confidencial busca preencher para estender as garantias de segurança para o momento do processamento.

O que a computação confidencial busca, nesse contexto, é a oferta de um conjunto de técnicas e arquiteturas que permitem a execução de cargas de trabalho em ambientes isolados, com garantias formais de confidencialidade e integridade.

A computação confidencial parte da ideia de que é possível criar, dentro da nuvem, um ambiente seguro no qual os dados possam ser processados sem comprometer a confidencialidade. Isso é viabilizado por meio dos chamados Ambientes de Execução Confiáveis (Trusted Execution Environments – TEEs). Essa tecnologia é baseada em hardware e funciona criando, dentro do próprio processador, uma área isolada e protegida. Nesse espaço, tanto os dados quanto o código permanecem criptografados, impedindo o acesso externo — inclusive por parte do provedor de nuvem.

Além disso, esse ambiente permite um mecanismo chamado atestação remota, que possibilita verificar, à distância, se o código em execução é exatamente aquele que foi originalmente enviado e se está rodando dentro de um ambiente seguro. Dessa forma, aumenta-se a confiança no processamento de dados sensíveis na nuvem.

Comunicação anônima

O problema é que, mesmo com essas abordagens, ainda é possível identificar quem gerou uma determinada carga de trabalho por meio da análise do tráfego. Esse tipo de vulnerabilidade está associado aos chamados ataques a metadados, isto é, as informações sobre os dados, como quem enviou, o volume transmitido, o horário e a frequência das interações. Para mitigar esse risco, surge a comunicação anônima, cuja proposta é desvincular os dados da identidade de quem os gerou, desacoplando essas informações.

Atualmente, já existem alguns padrões nessa área. Um dos principais é o OHTTP (Oblivious HTTP), uma variação do protocolo HTTP que introduz anonimato na transmissão de dados. Esse modelo exige a presença de um elemento intermediário independente da organização (relay resource) e um gateway, atuando entre o usuário e o ambiente de execução confiável. Com isso, adiciona-se uma camada extra de proteção, dificultando a correlação entre os dados transmitidos e sua origem.

O caso dos sistemas de mensageria

Como estudo de caso central, Jéferson Nobre traz o sistema Meta Private Processing, que utiliza Ambientes de Execução Confiáveis (TEEs), atestação remota e o protocolo Oblivious HTTP para processar mensagens do WhatsApp via nuvem (única opção possível, já que não é possível fazer o processamento com IA das informações vcom os recursos do smartphone de cada usuário) sem que a empresa acesse o conteúdo ou os metadados.

A ideia é que se possa gerar resumos de conversas por IA sem acesso ao conteúdo pelo provedor, o que garantiria a privacidade aos usuários (hoje resultante da criptografia fim a fim).

A solução seria um pipeline de computação confidencial + computação anônima, permitindo o processamento por IA de modo a preservar as promessas de privacidade que o WhatsApp faz. Nessa solução, nenhum componente tem acesso simultâneo à identidade do usuário, ao conteúdo e ao ambiente de execução.

Hoje a Meta tem o Meta AI, adicionado manualmente a uma conversa, com acesso ao que o usuário envia explicitamente mas não à caixa completa do usuário. É um controle na superfície. No caso do Private Processing, processa-se toda a caixa do usuário, que precisa ativar voluntariamente essa funcionalidade. A garantia de confidencialidade se daria por um conjunto de tecnologias que incluem TEE e OHTTP.  Uma empresa intermediária é a responsável por desacoplar a origem e o destino, e outra empresa precisa fazer a auditoria – o que traz uma dificuldade, pois essa empresa precisa ser independente e idônea. Além disso, uma outra organização tem um papel na configuração de chaves criptográficas. Para a adoção das tecnologias, portanto, a fragmentação do ecossistema é um dos grandes obstáculos.

Desafio adicional

O ambiente criptografado dentro da nuvem tem um custo alto. O uso de TEEs exige que o Grande Modelo de Linguagem (LLM) seja executado integralmente dentro desse ambiente seguro. Nesse contexto, não é apropriado utilizar modelos gerais pertencentes aos provedores de serviços, como os da Meta, uma vez que isso poderia implicar o uso dos dados processados para fins de treinamento. Assim, o processamento deve ocorrer de forma isolada no ambiente confiável, garantindo que os dados sejam utilizados exclusivamente para a execução da tarefa e, posteriormente, eliminados, sem qualquer retenção.

Como abordar a computação confidencial e a comunicação anônima?

A computação confidencial é capaz de preencher a lacuna entre proteção de dados em repouso/trânsito e em uso, o que traz um avanço real mas não representa uma solução completa para a segurança dos sistemas em nuvem. As garantias dependem da integridade do hardware, firmware, da cadeia de suprimento e dos serviços de atestação. A confiança é estendida e redistribuída. Nesse contexto, a comunicação anônima é complementar, protegendo metadados que a computação anônima sozinha não cobre. A auditabilidade e a transparência são requisitos não opcionais, já que auditorias independentes e logs imutáveis são parte do modelo de confiança.

Assista ao webinar de Jéferson Nobre

O pesquisador Jéferson Nobre apresentou, no dia 16 de abril de 2026, um webinar intitulado ‘Análise de Segurança da Computação Confidencial e da Comunicação Anônima’, oferecendo exemplos e esquemas na forma de imagens para uma melhor compreensão das questões abordadas. Assista no nosso canal no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=Rv-fUefBV-c

 

Diversos pesquisadores do ICoNIoT entre os finalistas no Concurso de Teses e Dissertações do SBRC

Diversos pesquisadores do INCT ICoNIoT estão entre os finalistas do concurso de Teses e Dissertações do SBRC 2026 como autores e como orientadores dos trabalhos.

As apresentações dos finalistas serão realizadas no dia 25 de maio das 15h50 às 17h35 (Mestrado) e no dia 26 de maio das 10h15 às 12h  e das 15h50 às 17h35 (Doutorado), em locais ainda a serem definidos pela programação do SBRC.

Na categoria MESTRADO, todos os pesquisadores orientadores dos trabalhos são do ICoNIoT:

  • Advanced Techniques for Resource Allocation and Routing in SDM-EONs. Ramon Alves Oliveira (UFPA), Denis Rosário (Federal University of Para), Helder Oliveira (USP)

  • Availability and Performance Evaluation of Vehicular Ad Hoc Networks. Luis Guilherme Silva (UFPI), Francisco Airton Silva (UFPI)

  • Detecção de Colisões e Priorização no Acesso Aleatório mMTC Inteligentes em Redes Celulares IoT. Giancarlo Maldonado Cardenas (UNICAMP), Nelson Fonseca (UNICAMP), Carlos A. Astudillo (State University of Campinas)

  • Efficient Traffic Allocation Algorithms for Enhancing Data Center Performance in Elastic Optical Networks with Space Division Multiplexing. Adriel Rodrigues (USP), Eduardo Coelho Cerqueira (UFPA), Helder Oliveira (USP)

  • Um Modelo de IA para Predição De Vazão De Rede considerando as Características da Janela de Congestionamento do TCP. Ariel Portela (Uece), Rafael Lopes Gomes (Uece).

Na categoria DOUTORADO, entre os sete finalistas há dois trabalhos  orientados por pesquisadores do ICoNIoT:

  • SPEED – SFC Placement in Edge-Cloud Continuum: a Distributed Approach. Anselmo Battisti (UFF), Flavia Delicato (UFF), Debora C. Muchaluat-Saade (UFF) .

  • Técnicas de Gerenciamento de Sobrecarga e Alocação de Recursos para Comunicação Massiva do Tipo-Máquina em Redes de Acesso 3GPP. Tiago Pedroso (University of Campinas), Nelson Fonseca (UNICAMP)

A informação completa sobre o prêmio e sobre os finalistas deste ano está no site do SBRC, neste link.

Pesquisador Dr. Ivan Zyrianoff apresenta webinar no dia 30 de abril

O seminário terá como título “Federated Learning at the Edge: Addressing Data Heterogeneity in IoT Systems”

A Aprendizagem Federada (FL) e a IA Edge são elementos fundamentais para uma inteligência escalável e que preserve a privacidade em sistemas baseados na Internet das Coisas (IoT). No entanto, as implementações no mundo real são inerentemente afetadas pela heterogeneidade dos dados (distribuições não IID) entre os diferentes contextos, o que degrada significativamente o desempenho e a convergência dos modelos. Nesta palestra, apresentamos uma abordagem orientada para o sistema à inteligência de ponta, combinando inferência no dispositivo, treino federado e soluções ao nível da arquitetura para lidar com a heterogeneidade. Começamos com pipelines de IA nativos de ponta para deteção e inferência em tempo real, destacando como o processamento local reduz a latência e a sobrecarga de comunicação. Em seguida, discutimos estratégias de aprendizagem por transferência federada que permitem o treino colaborativo de modelos entre clientes distribuídos, preservando simultaneamente a localidade dos dados. Por fim, uma nova arquitetura federada baseada num espaço latente partilhado pelos clientes, que melhora a robustez face a dados não IID, alinhando representações semânticas entre clientes e reduzindo simultaneamente os custos de comunicação.

O palestrante

Ivan Zyrianoff obteve a licenciatura em Ciências da Computação e o mestrado em Engenharia da Informação pela Universidade Federal do ABC, em Santo André, Brasil, em 2017 e 2019, respetivamente, e o doutoramento pela Universidade de Bolonha, em Bolonha, Itália, em 2024. É investigador da Universidade de Bolonha, em Bolonha, Itália, e membro do Laboratório IoT-Prism. Os seus temas de investigação atuais abrangem a interoperabilidade para a Internet das Coisas, computação e inteligência de ponta e armazenamento em cache proativo.

Pesquisador Torsten Braun fará palestra no Workshop do ICoNIoT no SBRC 2026

A palestra, intitulada Energy-efficient Federated Transfer Learning for Privacy-Preserving Energy-Usage Forecasting, acontecerá na abertura do workshop, marcado para as 14h do dia 27 de maio de 2026.

Torsten Braun

Leia o resumo da apresentação:

A previsão precisa da procura de energia residencial é
cada vez mais crítica devido à crescente eletrificação dos lares, à integração de energias renováveis, à variabilidade climática e aos diversos padrões de consumo. Os modelos de previsão centralizados apresentam problemas de privacidade e limitações em ambientes dinâmicos. Esta palestra apresenta o PEFEDTL, uma estrutura personalizada de aprendizagem por transferência federada (FTL) para a previsão multivariável de energia em casas inteligentes. Combina redes convolucionais temporais com um módulo de atenção global e personalização baseada em clusters. Muitas outras abordagens FTL existentes ignoram em grande parte a heterogeneidade dos dispositivos e as restrições de recursos, levando a uma eficiência subótima e a uma aplicabilidade limitada em ambientes de ponta do mundo real. Para colmatar esta lacuna, discutimos abordagens possíveis para um FTL energeticamente eficiente e apresentamos o Resource-Aware Federated Transfer Learning (RA-FTL), uma estrutura que adapta tanto a arquitetura do modelo como a utilização de recursos às capacidades heterogéneas dos clientes.

Biografia do Prof. Dr. Torsten Braun

Líder do grupo de investigação em Comunicação e Sistemas Distribuídos (CDS) no Instituto de Ciência da Computação da Universidade de Berna, onde é professor catedrático desde 1998. Obteve o grau de doutor pela Universidade de Karlsruhe (Alemanha) em 1993. Entre 1994 e 1995, foi investigador convidado no INRIA Sophia-Antipolis (França). De 1995 a 1997, trabalhou no Centro Europeu de Redes da IBM em Heidelberg (Alemanha) como chefe de projeto e consultor sénior. Foi vice-presidente da Fundação SWITCH (Swiss Research and Education Network Provider) de 2011 a 2019. Foi diretor do Instituto de Ciência da Computação da Universidade de Berna (INF) entre 2007 e 2011, e de 2019 a 2021. Atualmente, desempenha funções de diretor de estudos no INF. Foi membro de painéis de várias organizações nacionais de financiamento à investigação, nomeadamente na Suíça, Luxemburgo,
Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia. Orientou mais de 40 doutorandos, vários dos quais no âmbito de acordos de orientação conjunta de doutoramento com a Unicamp e a UFPA, em Belém (Brasil).