Representação baseada em grafos de infraestrutura como código: possibilitando o raciocínio semântico para sistemas conteinerizados

O trabalho dos pesquisadores Guilherme M. Soares, Lucas S. Vrielink, Juliano A. Wickboldt, Jéferson C. Nobre e Lisandro Z. Granville, do Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), propõe uma maneira de transformar arquivos de configuração de computadores (como o Docker Compose) em um “mapa inteligente” que uma Inteligência Artificial (IA) consegue entender, permitindo que sejam tiradas dúvidas sobre sua infraestrutura apenas conversando. 

O trabalho, apresentado no SBRC 2026, surge num contexto em que contêineres (pequenos sistemas isolados para rodar seus sites e apps) são amplamente utilizados por cerca de 90% das empresas (Nutanix 2025), e há uma complexidade crescente em arquiteturas de microsserviços.

Ferramentas de orquestração como Kubernetes sendo mais utilizadas para gerenciar esta expansão e o aumento da complexidade, levando ao paradigma de Infrastructure as Code (IAC). E ferramentas geralmente utilizadas na automação (linters, CLI) focam apenas nos contêineres que estão sendo executados e nas sintaxes dos arquivos de definição.

Sendo assim, falta uma visão unificada da infraestrutura que forneça uma compreensão de como os componentes interagem, e as soluções existentes não fornecem mecanismos facilitadores como consultas com linguagem natural para auditar dependências transitivas ou riscos de segurança em arquiteturas complexas.

Isso significa que, atualmente, empresas usam centenas de contêineres (pequenos sistemas isolados) e as instruções para esses sistemas ficam em arquivos de texto, que são os chamados docker compose. Mas as ferramentas tradicionais só checam se o texto está escrito corretamente (isto é, sintaxe). Elas não conseguem “enxergar” o quadro geral, como por exemplo: “Se este banco de dados falhar, quais outros 10 serviços vão parar?”.

O sistema proposto pelos pesquisadores transforma arquivos técnicos e frios em um conhecimento ativo que a IA usa para ajudar o administrador do sistema a evitar erros graves e ataques de segurança de forma muito mais rápida e simples. O framework proposto faz um mapa inteligente, ou um grafo de conhecimento, a partir desses arquivos. É como um mapa mental onde cada serviço, rede ou volume é um ponto conectado a outro. O que organiza esse mapa é uma ontologia  – ou seja, um conjunto de regras que definem como cada peça pode se conectar a outras (por exemplo: um serviço usa uma imagem, um serviço se conecta a uma rede).

Inovação: uso do Model Context Protocol (MCP) para ligar esse mapa à IA (como o ChatGPT ou Claude)

A grande inovação do projeto é usar o Model Context Protocol (MCP) para ligar esse grafo à IA generativa (como o ChatGPT ou o Claude). Normalmente, a IA inventa respostas, se não souber algo. Com esse sistema, a IA é obrigada a consultar o “mapa inteligente” antes de responder.

Graças ao uso de linguagem natural, não é preciso ser um expert em código. Pode-se perguntar: “Existe algum risco de segurança na minha rede?”, e o sistema analisa todas as conexões para oferecer a resposta.

Os pesquisadores testaram o sistema em situações reais e ele encontrou problemas que ferramentas comuns ignoram, como por exemplo o Efeito Dominó: foi identificado que uma queda de um banco de dados derrubaria um serviço que nem estava conectado a ele diretamente, mas que dependia de outros serviços no meio do caminho.

Outro problema detectado foi a invasão de rede um “caminho escondido” que um hacker poderia usar para pular de uma rede pública para uma rede privada segura (movimentação lateral).

Além disso, foram identificados Conflitos de “Porta”, que acontecem quando dois serviços tentam usar a mesma “entrada” do computador ao mesmo tempo, o que causa um erro na hora de rodar.

O artigo completo dos pesquisadores está disponível neste link 

1º Simpósio Brasileiro de Computação e Comunicação Quânticas (SBCCQ 2026) acontece dia 23/7 no CSBC

O 1º Simpósio Brasileiro de Computação e Comunicação Quânticas faz parte da programação do CBSC. Na coordenação estão os pesquisadores do ICoNIoT Antônio Jorge Abelém (UFPA) e Jeferson Nobre (UFRGS), ao lado do pesquisador Adenilton Silva (UFPE). O O evento ocorrerá na Sala Hortênsia Esquerda a partir das 8h. A programação conta com a palestra ‘Síntese de Circuitos Quânticos’, apresentações de artigos e pôsteres, o evento base SECOMU e quatro Sessões Técnicas:
ST 1 – Algoritmos Quânticos, Compilação e Programação – Chair: Antônio Abelém;
ST 2 – Algoritmos Variacionais e Otimização Quântica – Chair: Diego Abreu;
ST 3 – Inteligência Artificial Quântica e Aplicações – Chair: Adenilton José da Silva;
ST 4 – Redes Quânticas, Segurança e Ecossistema – Chair: Jéferson Nobre
Todas as informações encontram-se disponíveis no link do simpósio

Projeto Bike SP está em seu segundo piloto e recebe inscrições até 24 de agosto

O Projeto Bike SP, que tem como um dos coordenadores o pesquisador Fabio Kon (IME-USP e ICoNIoT), rodará em setembro/outubro de 2026 o seu segundo piloto. O projeto oferece créditos no Bilhete Único para cidadãos que usarem a bicicleta em seus deslocamentos diários.
Pesquisadores do IME-USP e do FGV Cidades lideram uma iniciativa para avaliar o impacto do programa Bike SP no comportamento da mobilidade urbana. O estudo, apoiado por FAPESP, CNPq e Tembici, visa subsidiar políticas públicas baseadas em evidências, em um momento em que a prefeitura estuda a regulamentação do programa.
Até 24 de agosto, qualquer pessoa maior de idade, moradora da cidade de São Paulo, que possua celular Android, um Bilhete Único ativo e consiga pedalar, pode se inscrever no piloto. A inscrição é feita pelo link ime.usp.br/bikesp, após a conclusão de um minicurso gratuito e obrigatório sobre segurança no trânsito.
Os aprovados para participar do piloto serão informados por email. Atualmente, o projeto está particularmente interessado em atrair pessoas que não usam a bicicleta diariamente para seus deslocamentos. Moradores da Zona Leste, Sul e Norte também são prioritários.

A partir de julho, os participantes selecionados deverão baixar o aplicativo Bike SP (disponível apenas para celulares Android) e cadastrar endereços que usam mais frequentemente como origem ou destino de suas viagens. Em setembro, o experimento começa para valer: até duas viagens de bicicleta por dia poderão gerar créditos no Bilhete Único, diretamente no seu cartão e validados nas máquinas de recarga física já disponíveis em terminais e estações de transporte público.

“A Secretaria Municipal de Transportes nos procurou para embasar cientificamente a regulamentação do Bike SP. Nossa intenção ao transformá-lo em um projeto-piloto nas ruas foi utilizar o método científico para compreender como o programa e o software associado funcionariam em um ambiente real. Iremos extrair as respostas necessárias a partir da análise do comportamento dos ciclistas”, explica Fabio Kon. Ele coordena a pesquisa ao lado do Ciro Biderman, diretor e pesquisador do FGV Cidades.

Inovação

O programa Bike SP foi criado pela Lei Municipal 16.547/2016, que estabeleceu a possibilidade de remunerar ciclistas como forma de estimular a mobilidade ativa e reduzir o uso de transporte motorizado. A política, no entanto, nunca foi regulamentada nem implementada de fato e, até agora, não havia sido testada em larga escala.

A cidade de São Paulo vem ampliando sua malha cicloviária e já conta com a maior rede dedicada aos ciclistas do Brasil, com mais de 770 km. A meta da Capital é quintuplicar o número de ciclistas nas ruas até 2030, conforme previsto no Plano de Ação Climática do Município de São Paulo 2020-2050. A ideia do piloto é ajudar a cidade a chegar lá. A pesquisa é financiada pela FAPESP, CNPq e Tembici, e está associada ao EcoSustain, ao INCT ICoNIoT e ao FGV Cidades, Centro de Inovação em Políticas Públicas Urbanas. 

O site do projeto traz diversas informações adicionais; acesse e divulgue 

 

Uma Arquitetura Descentralizada para Aprendizado Federado Baseada em Blockchain: um estudo de caso sobre mecanismos de consenso

O Aprendizado Federado já é uma tecnologia consolidada e amplamente utilizada por empresas como a Google, que emprega essa abordagem em treinamentos realizados diretamente nos dispositivos dos usuários. Mas, neste trabalho, os pesquisadores Francinaldo Barbosa (UFPI), Luis Guilherme Silva (UFPI), Iure Fé (UFPI), Israel Cardoso (UFPI), Alex Vieira (UFJF), Geraldo P. Rocha Filho (UESB) e Francisco Airton Silva (UFPI) focaram em ampliar essa arquitetura ao integrar o Aprendizado Federado com Blockchain, buscando aumentar a segurança e a confiabilidade do processo de treinamento distribuído.

O trabalho aborda o aprendizado de máquina distribuído, que se distingue do modelo tradicional de aprendizado de máquina porque, neste último, os dados dos clientes são enviados para um servidor central, que possui maior capacidade computacional para processá-los e treinar o modelo. Entretanto, esse processo exige que grandes volumes de dados trafeguem pela rede, o que pode gerar problemas relacionados à privacidade, à segurança e ao risco de ataques maliciosos. O Aprendizado Federado surge justamente para minimizar esses problemas. Em vez de enviar os dados dos usuários ao servidor, cada cliente realiza localmente o treinamento do modelo utilizando seus próprios dados. Após essa etapa, apenas os parâmetros ou pesos atualizados do modelo são enviados ao servidor central, enquanto os dados permanecem armazenados no dispositivo do cliente. Dessa forma, reduz-se a circulação de informações sensíveis e preserva-se a privacidade dos usuários.

Para alcançar seu objetivo, os autores utilizaram o FLEX, um framework voltado para simulações de Aprendizado Federado. Esse framework possui diferentes bibliotecas, entre elas a FlexBlock, responsável por integrar o Aprendizado Federado com Blockchain. Essa integração permite registrar e validar as atualizações do modelo de forma descentralizada, aumentando a segurança do processo e dificultando manipulações maliciosas.

A arquitetura proposta combina dois modelos de comunicação:

  • Cliente-servidor, utilizado durante o treinamento realizado pelos clientes e no envio das atualizações do modelo;
  • Peer-to-peer (P2P), utilizado para a comunicação entre os diferentes nós (servidores) da rede Blockchain.

Na arquitetura Blockchain, os servidores participam de um processo de consenso para decidir qual atualização será incorporada ao bloco seguinte da cadeia. O artigo compara dois mecanismos de consenso.

O primeiro mecanismo baseia-se na lógica semelhante ao Proof of Work (PoW), na qual vence o servidor que realizou maior trabalho computacional para validar o bloco.

O segundo mecanismo considera o desempenho obtido no treinamento, priorizando o servidor que apresentou os melhores resultados (por exemplo, maior acurácia) ao atualizar o modelo.

O objetivo do estudo foi comparar esses mecanismos para identificar qual apresenta melhor desempenho e maior potencial de aplicação em cenários reais de Aprendizado Federado com Blockchain.

O treinamento ocorre por meio de rodadas sucessivas, característica típica do Aprendizado Federado. Em cada rodada, os clientes treinam localmente o modelo, enviam seus parâmetros atualizados ao servidor e um novo modelo global é gerado. Esse processo é repetido por um número de rodadas previamente definido.

Uma das principais métricas analisadas foi a acurácia, que indica o quanto o modelo melhora seu desempenho ao longo das rodadas de treinamento – isto é, mede o quanto o modelo “aprendeu”.

Os autores observaram que o mecanismo baseado em Proof of Work apresenta oscilações mais acentuadas na evolução da acurácia. Isso ocorre porque o consenso privilegia o servidor que realizou maior esforço computacional, e não necessariamente aquele que produziu o melhor modelo treinado. Assim, pode acontecer de um servidor vencer o consenso mesmo sem possuir os melhores resultados de treinamento.

Idealmente, espera-se que a evolução da acurácia apresente crescimento gradual e estável até atingir um ponto de estabilização, indicando convergência do modelo.

Outro resultado analisado aparece no Gráfico 2 da página 11 (o artigo está publicado aqui – https://sol.sbc.org.br/index.php/sbrc/article/view/42375), que apresenta a perda (loss) do modelo ao longo das rodadas. Essa métrica indica o erro do modelo durante o treinamento e permite avaliar sua capacidade de convergência: quanto menor a perda, melhor tende a ser o desempenho do modelo.

Desafios identificados

Os autores destacam algumas limitações do estudo.

A principal delas é que o framework FLEX ainda é bastante recente, havendo pouca documentação e poucos trabalhos publicados sobre suas bibliotecas específicas, especialmente sobre a FlexBlock. Essa limitação dificulta comparações com outros estudos e restringe a maturidade da ferramenta.

Outro ponto observado é que, embora a biblioteca disponibilize três mecanismos de consenso, apenas dois foram utilizados na pesquisa. Um terceiro mecanismo não foi incluído porque aparentava estar desatualizado ou ainda não plenamente funcional.

Além disso, o estudo poderia ter sido enriquecido pela comparação com um número maior de mecanismos de consenso utilizados em Blockchain, ampliando a análise sobre desempenho, segurança e eficiência.

Trabalhos futuros

Como continuidade da pesquisa, os autores sugerem os seguintes passos: avaliar um número maior de métricas de desempenho; comparar outros mecanismos de consenso para Blockchain; investigar o custo computacional e energético de cada mecanismo ao longo das rodadas de treinamento; ampliar os experimentos para cenários mais próximos de aplicações reais de Aprendizado Federado.

Leia o artigo completo nos anais do SBRC 2026: https://sol.sbc.org.br/index.php/sbrc/article/view/42375 

 

Agregação Dinâmica de Enlaces e Redistribuição de Fluxos em Redes SDN Híbridas

De autoria dos pesquisadores William L. Reiznautt e Nelson Fonseca, do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), trabalho de pesquisa apresenta o H-DLAFR, uma solução tecnológica criada para gerenciar a agregação dinâmica de enlaces e a redistribuição de tráfego em redes que combinam equipamentos modernos SDN (Redes Definidas por Software) com switches tradicionais. 

As redes SDN adotam uma arquitetura que separa o plano de controle do plano de dados, permitindo que políticas de encaminhamento sejam programadas e gerenciadas de forma centralizada.

Assim, grandes redes, como as de empresas com filiais distribuídas geograficamente, podem simplificar o gerenciamento, reduzir custos operacionais e facilitar a automação de alterações e políticas de distribuição dos fluxos de dados.

Apesar de seus avanços, a adoção completa de SDN ainda enfrenta desafios em ambientes corporativos e acadêmicos, especialmente pela presença de equipamentos tradicionais ou legados que não oferecem suporte à programabilidade SDN ou que não podem receber atualizações capazes de incorporar essa funcionalidade. É nesse contexto que surgem as redes SDN híbridas, que combinam a programabilidade do SDN com a estabilidade das redes tradicionais. Nelas, equipamentos SDN são posicionados em pontos estratégicos, permitindo controlar indiretamente dispositivos legados e coletar métricas sobre o comportamento global da rede. 

A lacuna que motivou este trabalho foi a inexistência de uma solução que combine a programabilidade do SDN com a compatibilidade de switches tradicionais para permitir agregação dinâmica e redistribuição adaptativa de fluxos em redes híbridas. O modelo proposto neste artigo, denominado H-DLAFR (Hybrid Dynamic Link Aggregation and Flow Redistribution), foi desenvolvido justamente para preencher essa lacuna, oferecendo uma abordagem compatível, automatizada e resiliente para a agregação de enlaces em redes SDN híbridas.

Inovação

A inovação central do projeto consiste em utilizar quadros RARP para atualizar indiretamente a tabela de encaminhamento por endereços MAC, denominada FDB, dos switches tradicionais.

Complementarmente, a política H-LARP monitora periodicamente a utilização dos enlaces e redistribui os fluxos de dados de acordo com as condições observadas, reduzindo sobrecargas e superando as limitações do balanceamento estático utilizado pelo LACP. Testes experimentais confirmam que essa abordagem aumenta significativamente a vazão agregada e a resiliência da infraestrutura, garantindo uma transição eficiente para redes programáveis. Assim, o modelo oferece automação e balanceamento de carga adaptativo em ambientes de rede heterogêneos. Além dos ganhos de vazão e de utilização dos enlaces demonstrados experimentalmente, a arquitetura incorpora mecanismos de detecção de falhas e autorrecuperação.

 Os experimentos foram realizados em uma combinação de ambiente virtualizado e equipamentos físicos reais.

A pesquisa, apresentada no SBRC 2026, está publicada em https://sol.sbc.org.br/index.php/sbrc/article/view/42278/42045

A virtualização na indústria: de hardware fixo a aplicativos na borda

O compartilhamento do aplicativo na borda pode gerar problemas de atraso. Mas pesquisa do professor Marcelo Fernandes, do INCT ICoNIoT, tem mostrado que, dependendo do sistema de controle, o compartilhamento é viável

Historicamente, os sistemas de controle em plantas industriais (como tanques em indústria de processos químicos, motores em indústria, linhas de produção e outros) envolviam equipamentos fixos e dedicados para o controle, localizados perto da planta. No entanto, a grande maioria desses equipamentos está passando por um processo de virtualização, tornando-se software. Na arquitetura moderna de computação de borda, esses equipamentos de controle podem se transformar em micro serviços na forma de aplicativos que rodam nos servidores de borda. Essa transição oferece uma vantagem crucial: a capacidade de compartilhamento. Se antes era necessário um equipamento físico para cada elemento da planta (por exemplo, um equipamento para cada um dos  tanques), agora o aplicativo na borda pode ser compartilhado por vários tanques. Isso leva a uma redução de custos e energia significativa. 

No entanto, a mudança para micro serviços compartilhados traz um novo desafio: a latência. Antes, a proximidade dos equipamentos de controle e dos dispositivos de IoT industrial garantia a baixa latência. Ao compartilhar o aplicativo na borda, pode-se introduzir problemas de atraso. Contudo, a pesquisa do professor Marcelo Fernandes, do INCT ICoNIoT, tem mostrado que, dependendo do sistema de controle, o compartilhamento é viável. Por exemplo, sistemas naturalmente lentos, como o controle de temperatura ou de nível, toleram a latência e podem ser compartilhados sem problemas. A linha de trabalho de Marcelo Fernandes, focada em computação de borda e IoT industrial, visa justamente usar técnicas de IA para escalonamento horizontal. O escalonamento horizontal refere-se ao uso de IA para aumentar ou diminuir o número dessas aplicações de controle automaticamente, garantindo que o sistema continue funcionando da forma adequada.

Hipótese Comprovada e Próximos Passos

Artigos advindos da pesquisa de Fernandes comprovam a hipótese de que existe uma situação em que é possível compartilhar esses sistemas de controle (emulando plantas industriais) e eles continuarem a funcionar bem. O próximo passo é crucial: usar machine learning para realizar o escalonamento horizontal especificamente no contexto de plantas para IoT industrial. Isso é necessário porque os parâmetros analisados para o escalonamento horizontal diferem em cada situação específica.

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O trabalho do professor Marcelo Fernandes abrange também a colaboração com a professora Debora Saade (UFF) na área da saúde, demonstrando o potencial de trocas e interseções promovido pelo INCT ICoNIoT.

CSBC começa dia 19 de julho em Gramado

Programação completa já está disponível online

O CSBC – Congresso da Sociedade Brasileira de Computação – começa no dia 19, estendendo-se até o dia 23 de julho, e a programação completa já está no website. Este ano, o congresso conta com 10 eventos base e 17 eventos satélites. O evento é promovido pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC), principal entidade científica da área no Brasil. Nesta edição, estão na organização os pesquisadores Weverton Cordeiro e Alberto Egon Schaeffer Filho (UFRGS) – ambos pesquisadores vinculados ao INCT ICoNIoT – que aguardam por todos em Gramado.

Papel social

O CSBC, para além de ser um congresso científico, cumpre um papel social vital ao reunir nossa comunidade para apresentar resultados e fortalecer relações que impulsionam a inovação. O congresso contribui para que professores, estudantes e profissionais de todo o país possam finalmente se reencontrar e colaborar.

A cada ano, o congresso propõe um novo desafio. Para a 46ª edição em 2026, o tema central escolhido é: “Transformação Digital para um Mundo em Emergência Climática”. Saiba mais

Os organizadores do congresso Weverton Cordeiro e Alberto Egon Schaeffer Filho esclarecem que essa escolha foi motivada por eventos climáticos recentes, como as enchentes no Rio Grande do Sul, e fortes chuvas com impactos severos como recentemente aconteceu em Juiz de Fora, MG. 

Diante desses cenários, a área da computação se mostra uma aliada indispensável na busca por soluções, que incluem sistemas de monitoramento e sensores de alta precisão; tecnologias para a aceleração de procedimentos de evacuação e a computação aplicada à gestão do meio ambiente e dos recursos naturais.

Em julho de 2026, Gramado será o palco para debatermos como a tecnologia pode salvar vidas e construir um futuro climaticamente mais resiliente.

Junte-se a nós em Gramado em julho.

Pesquisador Dr. Luiz Bittencourt apresenta webinar dia 2 de julho

O seminário será intitulado ‘The Computing Continuum: Beyond Cloud and Edge Intelligence’

Com a combinação da Internet das Coisas, da computação de ponta e da computação em nuvem, os serviços de computação podem ser distribuídos por um conjunto de recursos computacionais que abrangem todo o espectro, desde os dispositivos dos usuários até a infraestrutura computacional intermediária implantada entre eles. As tecnologias de rede em evolução proporcionam maior largura de banda e capacidade de transmissão de dados com menor latência, permitindo que os recursos computacionais distribuídos sejam tratados como uma plataforma interconectada, distribuída e heterogênea. Esse continuum de capacidade computacional pode ser utilizado para processar grandes quantidades de dados com tempos de resposta reduzidos. No entanto, criar uma infraestrutura de computação distribuída integrada e gerenciar seus recursos para otimizar aplicativos com requisitos altamente heterogêneos continua sendo um desafio, mesmo após décadas de pesquisa. O surgimento de técnicas de aprendizado de máquina distribuídas acrescenta ainda mais complexidade, mas também introduz mecanismos adicionais para lidar com esse problema. Nesta palestra, Dr. Luiz Bittencourt apresentará uma visão geral do problema da alocação de recursos, com foco em aspectos que podem ajudar a construir um Continuum de Computação Inteligente.

O palestrante

Luiz Bittencourt é professor associado da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), no Brasil. Luiz recebeu o Prêmio Jovem Profissional da IEEE ComSoc América Latina em 2013. Ele atua na organização de diversas conferências nas áreas de computação em nuvem e computação de borda, além de participar de vários comitês de programa técnico. Atuou como editor associado da revista IEEE Cloud Computing Magazine e, atualmente, atua como editor associado das revistas “Computers and Electrical Engineering” e “Internet of Things”, do “Journal of Network and Systems Management” e da “IEEE Networking Letters”. Seus principais interesses são a gestão de recursos e o agendamento na computação em nuvem, de borda e em névoa, bem como sua sinergia rumo a um continuum de computação inteligente por meio de técnicas de aprendizado de máquina distribuído.

Webinar

Data: 2 de julho de 2026

Horário: 16h (Brasília)

Transmissão: youtube.com/@incticoniot

 

CSBC 2026 será marcado pela diversidade na programação

O CSBC caracteriza-se por sua ampla e diversificada programação científica.

A edição de 2026 contará com 10 eventos base e 16 eventos satélites, contemplando diferentes áreas e níveis de formação. 

Entre os destaques estão a Jornada de Atualização em Informática (JAI), o Women in Information Technology (WIT), o Concurso de Teses e Dissertações (CTD), o Encontro Nacional de Computação dos Institutos Federais (ENCompIF) e o COMPUTEC.

Essa diversidade possibilita a participação de diferentes públicos, desde estudantes em formação inicial até pesquisadores e profissionais envolvidos em discussões avançadas sobre tecnologia, mercado e gestão.

O CSBC 2026 será realizado de 19 a 23 de julho, em Gramado.

O evento é promovido pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC), principal entidade científica da área no Brasil. Nesta edição, estão na organização os pesquisadores Weverton Cordeiro e Alberto Egon Schaeffer Filho (UFRGS), ambos pesquisadores vinculados ao INCT ICoNIoT.

Saiba mais

Workshop do ICoNIoT aconteceu no último dia 27 no SBRC 2026

O 44º Simpósio Brasileiro de Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos (SBRC 2026) foi realizado em Praia do Forte, na Bahia, entre os dias 25 e 29 de maio de 2026. No dia 27, tivemos o workshop do nosso INCT ICoNIoT.
 
A reunião, liderada por Eduardo Cerqueira (UFPA), contou com a participação do keynote speaker Torsten Braun, da Universidade de Berna, além dos pesquisadores do ICoNIoT Carlos Kamienski (UFABC), Flavia Delicato (UFF), Marcelo Fernandes (UFRN), Allan Souza (UNICAMP),  Everton Cavalcante (UFRN), Luiz Fernando Bittencourt (UNICAMP), Edmundo Madeira (UNICAMP), Rafael Lopes (UECE), Augusto Neto (UFRN) e Carlos Trujillo (UNICAMP). 
 
Na ocasião, foram apresentados os avanços nos projetos e abertos novos espaços para colaborações.
Foi um momento de grande sucesso para o nosso INCT. Confira o vídeo!